Faça sua parte. Salve o Planeta!!!

POWER TO CHANGE

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Utilizando o diskpart.exe da Microsoft para extender partições no Windows.

Esta foi uma necessidade recente onde, em um dos servidores que administro o espaço para o banco de dados do sistema ali hospedado, acabou.
A partição do banco de dados esta em um storage HP.

Acessei o gerenciador do storage e, aumentei o tamanho da partição neste gerenciador, depois disso tive que utilizar o "diskpart.exe" para expandir no windows e fazê-lo reconhecer o novo tamanho.

Esta expansão teve que ser feita pois o tipo da partição do windows esta como "básico". Caso estivesse como dinâmico o mesmo já reconheceria de imediato, após um boot do servidor o novo espaço alocado.

Este texto explicativo foi copiado do site da microsoft, achei meio desnecessário reescrevê-lo. O que importa é a parte prática o restante é apenas introdução.

É possível usar o utilitário Diskpart.exe para gerenciar discos, partições e volumes de uma interface de linha de comando. É possível usar o Diskpart.exe nos discos Básicos e nos Dinâmicos. Se um volume NTFS residir em um contêiner RAID 5 de hardware capaz de adicionar espaço ao contêiner, será possível estender o volume NTFS com o Diskpart.exe enquanto o disco permanece um disco Básico.

Use o comando extend para incorporar o espaço não alocado em um volume existente enquanto preserva os dados.

A seguir estão os requisitos para o comando extend:

* O volume deve ser formatado no sistema de arquivos NTFS.
* Nos volumes básicos, o espaço não alocado para a extensão deve ser o próximo espaço contido no mesmo disco.
* Nos volumes dinâmicos, o espaço não alocado pode ser qualquer espaço vazio em qualquer disco dinâmico do sistema.
* Apenas a extensão de volumes de dados é compatível. Os volumes do sistema ou de inicialização podem ter a extensão bloqueada e a seguinte mensagem de erro pode ser exibida:
O DiskPart não pôde estender o volume. Certifique-se de que o volume seja válido para extensão

Não é possível estender a partição se o arquivo de paginação do sistema estiver localizado na partição. Mova o arquivo de paginação para uma partição que você não deseja estender.

Para estender a partição ou o volume, é necessário primeiro selecionar o volume para manter o foco nele e, então, será possível especificar o quanto deseja aumentar a extensão. Para estender um volume, execute as seguintes etapas:

1. Em um prompt de comando, digite diskpart.exe.
2. Digite list volume para exibir os volumes existentes no computador.
3. Digite Select volume número do volume no qual número do volume é o número do volume que deseja estender.
4. Digite extend [size=n] [disk=n] [noerr] . A seguir estão descritos os parâmetros:
size=n
O espaço, em MB, para adicionar à partição atual. Se você não especificar um tamanho, o disco será estendido até ocupar todo o próximo espaço contíguo não alocado.

disk=n
O disco dinâmico em que o volume será estendido. O espaço igual ao size=n será alocado no disco. Se nenhum disco for especificado, o volume será estendido no atual.

noerr
Apenas para script. Quando um erro é acionado, este parâmetro especifica que o Diskpart continuará a processar os comandos como se o erro não tivesse ocorrido. Sem o parâmetro noerr, um erro faz com que o Diskpart encerre com um código de erro.
5. Digite exit para encerrar o Diskpart.exe.

Quando o comando extend é concluído, uma mensagem de erro, afirmando que o Diskpart estendeu com êxito o volume, é exibida. O novo espaço deve ser adicionado à unidade existente enquanto os dados são mantidos no volume.

A única coisa que esqueci de fazer foi, tirar os prints antes da alteração mas, na próxima vez eu faço isso.

Esta primeira tela (que na verdade seria a última depois da alteração realizada), foi o que aconteceu com a partição que, antes era de 10Gb e agora esta com 25Gb.



Os comandos que executei para realizar a operação, são os comandos descritos abaixo:



Nos comandos acima foram apenas para identificar as partições que seriam alteradas e identificar o número do volume.
Um detalhe importante é que após selecionar o volume que se deseja expandir, caso você não coloque a informação "disk=n" o diskpart executa o comando para a partição selecionada então, não há um risco aqui de extender a partição errada. =D
Outra informação importante, o formato do diskpart adicionar ou expandir a partição se dá em MB e não GB então, neste caso, eu tinha uma partição ativa de 10Gb e tive que extendê-la para 25Gb ou seja, apenas 15Gb a mais.

O primeiro print, tem uma mensagem escrita "322 MB - Não alocado", isso foi um erro de cálculo na hora de dimensionar a partição em Gb, para arrumar é só executar o extend novamente, colocando o valor em MB.

O comando ficou conforme abaixo:



Depois de tudo isso feito, o gerenciador acusará o novo tamanho do disco.

É isso, sem mais delongas.. =D
O processo de reduzir a partição também é possível mas, não será abordado.

Deixem suas críticas ou sugestões.

Até a próxima.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Assunto das antigas...

Texto de junho de 2007...

Esse assunto apareceu uma vez, em uma reunião técnica em uma empresa que trabalhava e, rodando uma agenda antiga
achei o assunto escrito e resolvi postá-lo aqui.

Esse técnico teve a capacidade "técnica" de dizer que firefox é só para linux.
Bom, vou escrever o que acho disso, lembrando que ninguém é obrigado a concordar, muito pelo contrário é minha opinião.

Firefox é só para Linux?

Existem administradores que acham que determinadas ferramentas, aplicações são só para Linux e outras só para windows, e realmente são.

Porém, existem softwares que são OpenSource e não "só para linux" funcionando muito bem em ambos ambientes e até em outras plataformas menos comuns.

Neste caso do firefox, a questão maior é, digamos, compatibilidade de linguagem de programação por que, existem coisas que só rodam em IE e estas mesmas coisas não rodam em Firefox, porém, o Firefox procura seguir todos os padrões de programação para web definida por orgãos que regulamentam isso na internet, coisa que o IE não segue muito bem pelo que podemos ver no dia a dia.

Bom, como este post é uma coisa bem antiga, muita coisa mudo e a cabeça de muito técnico também deve ter mudado (tomará), e outra, muitas matérias e reportagens já foram escritas por pessoas que tem um conhecimento muito maior que o meu sobre este assunto.

Para finalizar, software é software não importa o sistema operacional, o que importa é se ele é livre ou pago desde que funcione de acordo com o que precisamos.

Poderia escrever muitas coisas aqui mas, não vou perder tempo.

Abraço a todos e que Deus abençoe.

Configurando admuser.cgi

Para que não caia mais no meu esquecimento, fiz esse tutorial mais do que simples, mais do que já conhecido por todos que um dia utilizaram, mais do que já postado na net porém, para não ficar procurando um monte, fiz do jeito que me atendeu e escrevi, hehe.

Espero que se alguém precisar, possa ser útil.


Download do site
http://sarg.sourceforge.net/

# wget http://sarg.sourceforge.net/admuser-2.3.2.tar.gz

Descompacte o pacote para compilar e instalar.

# tar -xzvf admuser-2.3.2.tar.gz
# cd admuser-2.3.2

Compilando de forma geral, outras opções podem ser encontradas com: ./configure --help

# ./configure --prefix=/etc/squid/admuser --enable-language=Brazilian_Portuguese --enable-cgidir=/var/www/cgi-bin/admuser
# make && make install

Obs: Caso ocorra um erro durante o configure apontando falha na localização de bibliotecas de compilação instale o
pacote build-essential

# aptitude install build-essential
Depois disso rode os comando novamente a partir do ./configure.

Entre no diretório /etc/squid/admuser e edite o arquivo admuser.conf.
A primeira linha: password_file dever apontar onde fica o arquivo que aponta para o arquivo de senhas:

password_file /etc/squid/pwd_file

Agora crie este arquivo, pwd_file, e coloque o seguinte conteúdo no mesmo:

/etc/squid3/password_users;Senhas do proxy

Este caminho aponta para o arquivos de senhas que será criado pelo aplicativo htpasswd que integra o apache*
Este arquivo password_users deve conter a permissão do usuário que roda o apache2 neste caso www-data, para que o cgi consiga escrever
nele.

# cd /etc/squid3
# chown www-data.www-data password_users

Agora, acesse o diretório onde estão os arquivos cgi.
A pasta /var/www/cgi-bin/admuser deve conter permissão do usuário que roda o apache2 para poder ser executado por ele, assim como
o arquivo admuser.cgi.

# cd /var/www/cgi-bin
# chown -R www-data.www-data admuser/

Feito isto, agora é só acessar o diretório:

http://ip.do.server/cgi-bin/admuser/admuser.cgi


Configurações no apache.


Com o apache2 devidamente instalado, acesse o arquivo referente ao domínio interno que deve se encontrar em sites-available e realize a seguinte inclusão:
Levando em conta que o diretório do cgi-bin é /var/www/cgi-bin/

ScriptAlias /cgi-bin/ /var/www/cgi-bin/
ScriptAlias /admuser/ /var/www/cgi-bin/admuser/

AllowOverride None
Options ExecCGI -MultiViews +SymLinksIfOwnerMatch
Order allow,deny
Allow from all


Através do ScriptAlias, é possível acessar direto a pasta onde está o arquivo cgi.

http://ip.do.server/admuser/admuser.cgi

Para bloquear o acesso a este administrador via web, apenas aos administradores, proceda da seguinte forma:

# cd /var/www/cgi-bin/admuser

Crie o arquivo, .htaccess dentro deste pasta e coloque o seguinte conteúdo:

AuthName "Administrador do Proxy"
AuthType Basic
AuthUserFile /var/www/cgi-bin/.senha
Require valid-user

Saia e salve, :wq

Agora execute o comando para criar o usuário:

# htpasswd -c .senha admin
New password:
Re-type new password:
Adding password for user admin

Agora no apache2.conf, localize a linha:

AccessFileName .htaccess

e coloque logo abaixo:


Options Indexes FollowSymLinks Includes
AllowOverride AuthConfig
AuthName "Acesso Restrito"
AuthType Basic
AuthUserFile /var/www/cgi-bin/admuser/.senha
require valid-user
Order allow,deny
Allow from all


Feito isso, reinicie /etc/init.d/apache2 reload e acesse o endereço novamente:

http://ip.do.server/admuser/admuser.cgi

Espero ter ajudado e, críticas ou sugestões são bem vindas.

Abraço a todos e que Deus abençoe.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Após longa data, volto neste "maravilhoso" blog... para postar mais umas coisinhas do mundo linux.

CRIANDO VLANS NO DEBIAN, INTEGRANDO COM DHCP.


1º Definir as redes a serem utilizadas.
2º Baixar os pacotes necessários para rodar a vlan e dhcpd
3º Configurar o dhcpd, interfaces e carregar o módulo vlan

Os pacotes que são necessários para instalar a vlan e configurar o dhcp
aptitude search

- vlan
- dhcp3-server

Certifique-se de que as placas de rede estão com os módulos carregados:
lsmod

Para iniciar, vamos utilizar apenas 3 redes, que serão definidas da seguinte forma:

Tag ID - Vlan correspondente
1681 - vlan 1
1682 - vlan 2
1683 - vlan 3

Todas as redes serão 192.168.xxx.xxx/24
A tag ID pode ser definida conforme o gosto do cliente.

1ª Rede
192.168.1.0/24
192.168.1.1 gw
192.168.1.2 dhcp server
255.255.255.0 netmask
192.168.1.255 broadcast

2ª Rede
192.168.2.0/24
192.168.2.1 gw
192.168.2.2 dhcp server
255.255.255.0 netmask
192.168.2.255 broadcast

3ª Rede
192.168.3.0/24
192.168.3.1 gw
192.168.3.2 dhcpd server
255.255.255.0 netmask
192.168.3.255 broadcast

Depois de instalado o dhcp-server, vamos editá-lo para configurar as redes.
Em caso de uma rede muito grande, é importante fazer uma boa configuração para melhor entendimento.
O arquivo de configuração padrão ficou da seguinte forma:

cd /etc/dhcp3/
vim dhcpd.conf

ddns-update-style none;
default-lease-time 600;
max-lease-time 7200;
#authoritative;
log-facility local7;

include /etc/dhcp3/lab1/dhcpd.conf
include /etc/dhcp3/lab2/dhcpd.conf
include /etc/dhcp3/lab3/dhcpd.conf
:wq

A configuração de acima inclui a parte global para todas as redes e o include apontando para cada rede em específica.
Feito isto, cada rede tem sua própria configuração de dhcpd.conf mas, nada impede de
remover a configuração global settings do arquivos principal (/etc/dhcp3/dhcpd.conf) e configurar um para cada rede,
dentro de cada arquivo dhcpd.conf.


cd /etc/dhcp3/secretaria
vim dhcpd.conf

subnet 192.168.1.0 netmask 255.255.255.0 {
range 192.168.1.10 192.168.1.254;
option broadcast-address 192.168.1.255
option routers 192.168.1.1;
option domain-name-servers 172.16.0.2, 172.16.0.3;
option netbios-name-servers 172.16.0.33;
}
:wq

cd /etc/dhcp3/administracao
vim dhcpd.conf

subnet 192.168.2.0 netmask 255.255.255.0 {
range 192.168.2.10 192.168.2.254;
option broadcast-address 192.168.2.255
option routers 192.168.2.1;
option domain-name-servers 172.16.0.2, 172.16.0.3;
option netbios-name-servers 172.16.0.33;
}
:wq

cd /etc/dhcp3/gerencia
vim dhcpd.conf

subnet 192.168.3.0 netmask 255.255.255.0 {
range 192.168.3.10 192.168.3.254;
option broadcast-address 192.168.3.255
option routers 192.168.3.1;
option domain-name-servers 172.16.0.2, 172.16.0.3;
option netbios-name-servers 172.16.0.33;
}
:wq

Ok, feito esta configuração a próxima etapa seria a configuração da interfaces.
Este servidor DHCP para Vlan servirá redes diferentes portanto, deve possuir no mínimo duas placas de rede.

eth0 - internet
eth1 - rede interna/vlan

Para a interface eth1 não é necessário colocar IP.

cd /etc/network
vim interfaces

auto eth0
iface eth0 inet static
address 172.16.1.1
netmask 255.255.0.0
# broadcast 172.16.1.255
gateway 172.16.1.254

auto eth1.1681
iface eth1.1681 inet static
address 192.168.11.2
netmask 255.255.255.0
broadcast 192.168.11.255
gateway 192.168.11.1

auto eth1.1682
iface eth1.1682 inet static
address 192.168.12.2
netmask 255.255.255.0
broadcast 192.168.12.255
gateway 192.168.12.1

auto eth1.1683
iface eth1.1683 inet static
address 192.168.13.2
netmask 255.255.255.0
broadcast 192.168.13.255
gateway 192.168.13.1


Configure agora o arquivo dhcp3-server dentro de defaults

cd /etc/defaults/
vim dhcp3-server
INTERFACES="eth1.1681 eth1.1682 eth1.1683"
:wq

Adicione todos os alias para as vlans que serão disponibilizadas nesta linha.

Reinicie os serviços: networking, dhcp3-server

Na seqüência, postarei aqui como configurar os switchs para receber os ips através das vlans e, se tudo der certo postarei como criar essas vlans também no slackware.

Por enquanto obrigado e apreciem...!!
Obs: como de praxe, críticas e sugestões são bem vindas.. obrigado

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Nagios no slackware

Instalação, configuração e administração.

(1) - Instalação.

Espero poder ajudar com este tutorial, os admins que tem como sistema operacional base o slackware.
Não se trata de um tutorial complexo que abrange todos os campos do Nagios mas, um tutorial que permita uma instalação rápida, uma configuração simples que
permita a sua execução e utilização para o que é necessário.
Em caso de dúvidos quanto a recursos mais avançados, uma boa lida no manual ou até mesmo uma pesquisa no google poderá ajudar nas respostas.

Para instalar o Nagios, comece realizando o download dos seguintes pacotes:

- nagios-3.0.3.tar.gz
- nagios-plugins-1.4.13.tar.gz

Após o download, comece pelo Nagios. As opções de compilação vão do gosto de cada administrador.

# tar nagios-3.0.3.tar.gz
# cd nagios-3.0.3

Antes de continuar, deve ser adicionado um usuário e grupo para o nagios:

# groupadd nagios
# useradd -g nagios -s /bin/false nagios

Pronto, agora é só compilar:

# ./configure --sysconfdir/etc/nagios --localstatedir=/var/nagios --with-httpd-conf=/etc/httpd/extra --with-cgiurl=/cgi-bin --with-htmlurl=/nagios
# make all
# make install
# make install-init ( instala o script de inicialização em /etc/init.d/)
# make install-commandmode
# make install-config
# make install-webconf

O diretório base do Nagios ficou /usr/local/nagios, a instalação dos plugins e outros ficaram dentro deste diretório.
Este último comando, copiará os arquivos de configuração do nagios para dentro da pasta do apache, já configurado para acesso.


(2) - Instalando os plugins do Nagios.

Descompacte o Nagios-plugins (que neste caso é a versão 1.4.13), compile e instale.

# tar nagios-plugins-1.4.13.tar.gz
# cd nagios-plugins-1.4.13
# ./configure
# make
# make check ( não é necessário )
# make install

Pronto, os plugins estarão instalados no diretório padrão /usr/local/nagios/libexec e todos serão utilizados tanto localmente como remotamente.


(3) - Configuração do Nagios.

Confeso que considerava o Nagios muito complexo antes de trabalhar com ele mas, percebi com a necessidade que não existe nada de mais em suas configurações.
Mostrarei as configurações que utilizei para permitir a execução básica do Nagios após a instalação.

Dentro do diretório /etc/nagios, edite os seguintes arquivos: nagios.cfg

Neste arquivo serão indicados os arquivos dos servidores a serem monitorados, os arquivos de log do nagios, os níveis de log, o diretório /var e etc.
Eu configurei as seguintes opções básicas para o funcionamento, acesso e acompanhamento da execução do nagios (debug):

log_file=/var/nagios/nagios.log
nagios_user=nagios
nagios_group=nagios
date_format=euro
admin_email=administrador@dominio.com ( em caso de problemas com o nagios, um email sera enviado )

# Essas opções abaixo ativarão o sistema de debug do nagios, para corrigir problemas entre outros.
debug_level=1
debug_verbosity=1
debug_file=/var/nagios/nagios.debug

Pronto, esse é o arquivo base de funcionamento do nagios, agora vamos ao cgi.cfg o qual permite acesso as configurações e visualizações via browser.

use_authentication=1
É responsável por solicitar usuário e senha para acesso ao nagios. Se for "0" (zero) qualquer pessoa pode acessar o nagios.

Para disponibilizar o acesso ao Nagios, inicie as configurações a partir da sessão SYSTEM/PROCESS INFORMATION ACCESS.
Para todas as opções do Nagios, exitem uma explicação para que serve. Leia atentamente

Esta opção permite acesso ao sistema de informação dos hosts e etc, separa mais de um usuário por vírgula.

authorized_for_system_information=usuario1, usuario2, usuario3, etc...

Estas linhas já possibilitam acesso dos usuários em praticamente todas as telas de administração do Nagios.

authorized_for_all_services=usuario1
authorized_for_all_hosts=usuario1


(4) - Configuração do Apache para acesso ao nagios.

Como dito anteriormente, (ítem 3) durante o processo de compilação o comando "make install-webconfig" copiará um arquivo com as opções de acesso ao nagios
via web prontos.
Este arquivo se chama nagios.conf e será copiado dentro da pasta a qual você indicou neste argunto "--with-httpd-conf=/etc/httpd/extra" durante
o processo de compilação.
Dentro do apache.conf ou httpd.conf inclua a configuração do arquivo para que o apache carregue assim que for iniciado.
No meu caso estou utilizado o apache versão 2 então, dentro do arquivo /etc/httpd/httpd.conf adicionei a seguinte linha:

Include /etc/httpd/extra/nagios.conf

Dentro deste arquivo de configuração é possível ver o ScriptAlias para o cgi-bin do nagios, o Alias para os arquivos html do nagios entre outras
informações verifique se os caminhos estão corretos.
Para acessar o nagios via web, será solicitado por padrão um usuário e senha, este deve ser criado utilizado o htpassd que já vem com o apache e,
o arquivo deve ser o mesmo indicado no nagios.conf:

AuthUserFile /etc/nagios/htpasswd.users

O comando básico para criar este arquivo inicialmente seria:

htpasswd -c /etc/nagios/htpasswd.users usuario1
New password:
Re-type new password:
Adding password for user usuario1


(5) - Acessando o nagios.

Agora o nagios está instalado e configurado. Como acessá-lo?

Carregue o nagios com o seguinte comando:

# sh /etc/rc.d/init.d/nagios start
Starting nagios: done

obs: Caso apareça alguma mensagem referente a: = /HOME, crie a pasta do usuários nagios:

# mkdir /home/nagios
# chown nagios.nagios /home/nagios
Esta mensagem aparece porque foi utilizado o binário useradd ao invés de adduser. O useradd não cria a pasta do usuário no /home.

Agora no navegador digite o endereço do seu servidor web /nagios:

http://servidor/nagios

Se tudo estiver corretamente instalado e configurado, a página do nagios será mostrada, clicando em qualquer um dos links ao lado será solicitado o usuário
e senha, estes

Espero ter ajudado, caso tenha alguma dúvida ou encontre algum erro e queira ajudar com esse mini-tutorial.. deixe uma comentário.
Abraço.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Star Wars... em ascii ???

Olha o que o ser humano tem a capacidade de fazer...

Acesse esse endereço via telnet "telnet towel.blinkenlights.nl" e desfrute da bela art ascii desses "maníacos" por star wars..

Você pode conferir através do site esta obra prima

t+

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

bookmarks na web...! fácil fácil

Há muito tempo venho atrás de algum serviço, software ou qualquer coisa que pudesse guardar meus históricos e que me permiti-se acessá-los de qualquer lugar a qualquer hora.
Navegando por ae.. me deparei com o plugin para o firefox chamado foxmarks.

Bom, instalei ele no firefox e comecei a utilizar, primeiro ele pede para que você faça um cadastro no site através de uma tela que aparecerá no navegador quando ele foi reiniciado.
Depois de feito este cadastro, é só começar a utilizar.

Você poderá fazer a sincronização dos dados com o servidor da aplicação, depois que as informações forem enviadas para o servidor, é só acessar o endereço www.foxmarks.com, entrar com seu usuário e senha e pronto, o seu bookmarks igualzinho ao que está no seu navegador localmente.

É possível também, compartilhar seu bookmarks, importar e exportar entre outras opçòes, tudo pelo site.

A instalação pode ser feita através deste endereço também.
Ferramenta muito interessante, com certeza vou utilizar por um bom tempo até que apareça algo melhor..

fica aí mais uma dica legal.

Abraços..

terça-feira, 2 de setembro de 2008

MRTG simples assim...!

Há muito tempo atrás eu tinha problemas para configurar o MRTG por que achava ele muito complicado.
Hoje ainda acho ele complicado mas não tenho mais problemas para instalar e rodar o necessário :)

Recentemente eu tive que configurar em vários servidores o MRTG para monitorar a interface de rede interna, rede adsl e rede VPN (tunX), isto tudo para monitorar on-line (claro) como anda o consumo destes links.

Desta necessidade saiu um pequeno tutorial e alguns aprendizados referentes ao MRTG.
Vamos lá.

1. Verificar e instalar pacotes dependentes.
2. Instalar MRTG.
3. Instalar SNMP.
4. Configurar e iniciar o SNMP.
5. Configurar diretórios do MRTG.
6. Rodar os comandos básicos do MRTG.
7. Configurar o Apache para acesso as informacoes.
8. Configuracões adicionais.
9. Calculando
10. Problemas encontrados.

---------------------------------------------------
1. Verificar e instalar pacotes dependentes.

OBS: Antes de começar é preciso dizer que para todas as pesquisas para instalar as dependências foram realizadas como o slackpkg portanto, não vou abordar as compilações individuais dos pacotes. No arquivo de instalação do MRTG tem uma abordagem sobre isto.

É preciso listar os pacotes a serem instalados para funcionamento do mrtg e snmp
=> MRTG
+ libpng
+ libgd ou apenas "gd"
+ libjpeg
+ zlib

=> SNMP
+ net-snmpd

# slackpkg install pacotes*

Após instalados os módulos pendentes do mrtg, é possível realizar a instalação do mrtg.
Descompacte:
tar -zf mrtg-xxx.tar.gz
cd mrtg-xxx

2. Instalar MRTG.
Compile da seguinte forma:
./configure --infodir=/usr/share/info --mandir=/usr/share/man \
--with-gd=/usr --with-gd-lib=/usr/include --with-gd-inc=/usr/include \
--with-z=/usr --with-z-lib=/usr/lib --with-z-inc=/usr/include \
--with-png=/usr --with-png-lib=/usr/lib --with-png-inc=/usr/include

Apontando onde estão todas as bibliotecas e includes dos pacotes instalados.

3. Instalar SNMP.
=> Configuração basica do SNMP
Após instalado o net-snmpd, é necessário configurá-lo para que o mrtg possa capturar as informações e gerar os gráficos.
Existem formas de gerar gráficos sem o snmp porém, não serão abordados neste tutorial.

OBS: para instalar o net-snmp tarbal do slackware, troquei o mirror das configurações para a versão corrent. Nas versões antes da 12.x não encontrei o net-nmpd.tgz. Vale a dica.

4. Configurar e iniciar o SNMP.
# cd /etc/snmp
# vi snmpd.conf
rocommunity comunidade_nome
syslocation "Localidade do servidor" # Isto aparecerá no cabeçalho das informações quando for gerado o gráfico.
syscontact administrador@organizacao

Feito isto, é preciso carregar o SNMP que pode ser feito de duas formas.
No slackware, é criado um arquivo no /etc/rc.d/rc.snmpd que pode ser utilizado como padrão setando apenas permissão de execução para carregar no boot do sistema ou você pode executar o seguinte comando e colocá-lo no rc.local

# /usr/sbin/snmpd -c /etc/snmp/snmpd.conf -Lf /var/log/snmpd.log

Neste caso, é necessário que o snmp esteja rodando para que o MRTG possa capturar as informações e gerar os gráficos.

5. Configurar diretórios do MRTG.
=> Diretórios e aquivos de configuração do MRTG

O diretório padrão para os arquivos html são:
mkdir /var/www/htdocs/mrtg

O diretorio padrao para o arquivo .cfg:
mkdir /etc/mrtg

6. Rodar os comandos básicos do MRTG.
=> Rodando o MRTG

Com o SNMP rodando e o arquivo de hosts corretamente configurado para buscar o nome da máquina ao invés de IP's (como localhost), execute os comandos abaixo para buscar e gerar as informações:

Gerar o arquivo padrão de configuração do mrtg.
# /usr/local/mrtg-2/bin/cfgmaker --global 'WorkDir: /var/www/htdocs/mrtg' --global 'Options[_]: bits,growright' --output /etc/mrtg/configuracao.cfg comunidade_snmp_configurado@nome_do_servidor

comunidade_snmp_configurado = comunidade configurada dentro do arquivo /etc/snmp/snmpd.conf
exemplo:
# cat /etc/snmp/snmpd.conf
rocommunity comunidade_snmp_configurado

nome_do_servidor = referente ao arquivo de configuração hosts juntamente com o ip correto
exemplo:
# cat /etc/hosts
192.168.1.1 servidor.local servidor

Lembre-se: para gerar o gráfico utilizando o nome do servidor, a rocommunity no snmpd.conf e o hosts da máquina devem ser iguais e claro o snmp deve estar ativo.

Após gerar o arquivo de configuração .cfg é necessário rodar o mrtg para criar os arquivos de imagem e html
# /usr/local/mrtg-2/bin/mrtg /etc/mrtg/configuracao.cfg

Este comando será solicitado na primeira vez que gerar o arquivo .cfg e, deverá ser executado 3 vezes (normalmente) até aparecer apenas o prompt na próxima execução.
Pronto, os arquivos estão gerados no diretorio /var/www/htdocs/mrtg.

Como sugestão, seria interessante abrir os gráficos de forma ordenado, através de um arquivo index.html principal
Esse arquivo é totalmente personalizável e gerado de uma forma muito simples.
Assim que esse comando for executado, todas as informações geradas na saída do cfgmaker serão colocadas de forma organizada em uma página inicial caso você tenha apenas uma interface de rede ou mais de uma.

Execute o seguinte comando:
# /usr/local/mrtg-2/bin/indexmaker --output=/var/www/htdocs/mrtg/index.html --title="Analise de consumo de links" --sort=name --enumerate /etc/mrtg/configuracao.cfg

Ok, será gerado um arquivo index.html que poderá ser acesso via browser.

http://localhost/mrtg/index.html

7. Configurar o Apache para acesso as informações.
=> Configuracao do APACHE

Bom, levando em consideração que você já tenha o apache configurado, para habilitar o acesso ao MRTG basta acrescentar a seguinte configuração de VirtualHost:

VirtualHost *:80
ServerAdmin administrador@organizacao
DocumentRoot /var/www/htdocs/mrtg
ErrorLog /var/log/apache/server1-error_log
CustomLog /var/log/apache/server1-access_log common
/VirtualHost

Obs: Devido ao sinal de maior e menor serem interpretados pelo blogspot, eu removi eles deste exemplo. Mantenha a configuração conforme padrão do apache.conf

8. Configurações adicionais.

Linha do snmp para colocar no rc.local que será carregado na inicialização do servidor
echo "Carregando SNMP..."
snmpd -c /etc/snmp/snmpd.conf -Lf /var/log/snmpd.log

Permissão de execução para o rc.snmpd
# chmod +x /etc/rc.d/rc.snmpd

Adicione no rc.local:
/etc/rc.d/rc.snmpd start

Configuração da linha de comando no crontab
*/5 * * * * /usr/local/mrtg-2/bin/mrtg /etc/mrtg/configuracao.cfg --logging /var/log/mrtg.log

9. Calculando
Vou tentar explicar como funciona o esquema de cálculo para bytes utilizado pelo MRTG
O MRTG informa os gráficos em bits/s mas para isto o MaxBytes deve ser descrito em bits.

1Gb = 1024 Mb
1Mb = 1024 Kb
1Kb = 1024 bytes
1byte = 8 bits

Se for calcular um link de adsl por exemplo faça da seguinte forma:

600Kb x 1024 kb = 614.400 bits por segundo
614.400 / 8 = 76.800

O arquivo de configuracão padrão esta assim: 12500000 porquê?

100 X 1000Kb = 100.000 bytes X 1000 bytes = 100.000.000 kbytes
100.000.000 kbytes / 8 = 12.500.000 bits

Não sou nenhum perito com esses cálculos e ainda tenho dúvidas sobre como o MRTG trata essas informações portanto, se estiverem erradas, mesmo que seja na descrição dos valores, por favor me avisem para que possa corrigi-los aqui.

10. Problemas encontrados.
=> Problemas relacionados
Caso o nome da estacão estacão esteja diferente do nome utilizado no comando cfgmaker comunidade@nome_servidor, o snmp retornará um erro referente a essa configuração.


Espero ter ajudado.
Dúvidas, sugestões, críticas e contribuicões por favor fique à vontade.

Abraço.